segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ontem a noite eu chorei


O Texto abaixo foi dito para todos os sensitivos que estavam na confraternização de final de ano. Para aqueles que não puderam estar, fica o mesmo sentimento de carinho e amor.

"Ontem à noite eu chorei. Lágrimas foram surgindo de meus olhos e dentro em pouco eu chorava copioso e silenciosamente. A principio não entendi exatamente o porquê daquilo. Tentei em vão conter as lágrimas representando toda força que busco sempre, ao auxiliar as dores daqueles que me procuram, mas logo em seguida, como apenas um ser humano, deixei que caíssem como deveria ser. Em cada lágrima fui entendendo situações, das mais simples as mais complexas das vidas das pessoas, que me procuram em auxílio. Aprendi, desde muito cedo, em meu sacerdócio que não existem problemas pequenos, existe “o” problema que a pessoa esta vivendo no momento e que esse problema é do tamanho daquele momento para aquela pessoa. Saber e entender isso facilitou muito meu caminho, porque com isso pude ser mais prestativo, não julgando situações, vícios, e sentimentos, mesmo por mais “fúteis” que pudessem parecer. Tenho comigo algumas frustrações pessoais, por não ter podido auxiliar algumas pessoas, que, penso eu, não me deram uma chance maior de estar próximo em alguns momentos, ou apenas por pura falta de sensibilidade da minha parte. Minha estrutura espiritual, a forma particular com que observo o mundo ao meu redor, me condiciona a certos ritos que, penso, talvez me afastem de algumas situações e ou pessoas e por isso de algumas impossibilidades de auxilio, a algumas pessoas, como disse acima.

Fui derramando as lágrimas e entendendo que cada situação vivida pelas pessoas que me procuram e procuram pelo Templo, são situações minhas, ou poderiam ser. Sei que trago junto de mim algo que chamo de “Axé Pessoal”, e que através dessa força tenha a possibilidade de manter as pessoas que amo protegidas. Esse axé pessoal não é uma propriedade minha, mas de todos os seres humanos, alguns para algumas situações, como ganhar dinheiro, por exemplo; outros para as artes; alguns, também para a medicina, e nesses casos entram enfermeiras(os), médicos, instrumentistas. Podemos saber, e sabemos quando alguém esta exercitando seu axé pessoal, porque essa pessoa vai fazer o que faz com amor, mesmo não tendo facilidade em algumas situações, ela irá se empenhar com todas as suas forças para que aquilo aconteça. O axé pessoal é soma do amor com a determinação. A minha é cuidar para que as pessoas conquistem o que desejam, mesmo que para isso, em alguns momentos eu apenas sirva de confessor.

Minhas lágrimas foram por e para todos aqueles que me acompanham nessa jornada, e que, nesse momento peço “ago”(licença) para falar que cada palavra, cada momento que passamos juntos, cada sorriso, queixa, e lágrimas tem me ensinado a respeitar a dádiva de te-los comigo. Cada axé pessoal que vem até mim, mesmo que destroçado ou diminuído pelas dores do mundo cabe para que eu entenda e admire a luz de Olorum em meu caminho.
 Alguns desistem de mim... E para estes fica tudo de bom que desejei um dia. Mas, para 
aqueles que seguem comigo, fica meu axé, minha proteção, minhas lágrimas, meu abraço, meu carinho e tudo o que eu puder fazer para que sejam felizes.

Ontem eu chorei... E essas lágrimas foram por todos aqueles que sofrem, se determinam, não desistem, mesmo em meio a turbilhoes de desassossegos pessoais e sociais. Ontem eu ganhei um abraço de conforto, ah e como esse abraço foi grande naquele momento para mim, como se o mundo houvesse criado cor e toda dor tivesse se esvaído diante dele. O abraço que recebi foi verdadeiro, como os que ofereço e os que são oferecidos nas sessões, no templo, constantemente. Mesmo que seja com meu olhar, quando não posso expressa-lo com o corpo, meu abraço é verdadeiro e fiel, e tem todo meu axé de proteção. Aprendi que estou ligado a todos os que estão ao meu redor, mesmo que alguns deles não acreditem nisso, e isso me torna parte da vida deles.

Ontem chorei por todos os que amo, e talvez por alguns que virei a conhecer. Na minha dor recebi um abraço e ele confortou minha dor, que talvez não fosse minha. Por isso lanço uma proposta e um objetivo para cada um de vocês que amo e me amam: de um abraço em quem você ama nesse momento, e mais, tente auxiliar apenas uma pessoa nessa semana, mesmo você não conhecendo essa pessoa. Para que esse auxilio seja válido, não procure, ele vai aparecer.

E para todos os que me amam, não chorem, me deem um abraço agora. Estou esperando!"

Muita paz e muitos abraços confortantes para todos.



Rigoberto Franceschi, escritor, Dirigente do Templo Guerreiros da Luz.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013


Como fazer o bem em um mundo que prega e incentiva o mal? Para isso precisamos saber o que é o bem. Você sabe, exatamente o que é? Já se perguntou sobre isso? Se sabe, defina isso e uma frase e coloque abaixo desse post, depois de ler.

Para entender o que é o bem, precisamos nos perguntar sobre a verdade. A Filosofia Guerreiros da Luz nos fala sobre os três tipos de verdades existentes.
1ºAs verdades relativas, ou pessoais, que mudam diante das necessidades daqueles que governam, e podem se tornar verdades comuns, mesmo não sendo. A exemplo temos o caso de alguns políticos que, por serem políticos recebem benefícios que outros, por apenas não serem, não recebem. E isso, para eles é merecimento, portanto, uma verdade. Para outros, não é.

2º Verdades essenciais são verdades que existem inconscientemente, holisticamente. Essas verdades advém das verdades absolutas, que são as terceiras. Essas verdades São universais e preexistem a moral dos tempos. Em alguns locais do planeta, um homem pode se casar com várias mulheres, em outros locais isso é bigamia.Porém, nessas duas sociedades, sabemos que matar uma das esposas é errado. A primeira é uma verdade relativa e a segunda uma verdade essencial.

3º A terceira verdade é chamada de absoluta, porque preexiste nossa razão e maneira de ver o cosmo. Uma árvore nasce, porque assim deve ser, e isso é uma verdade. Outra árvore pode não nascer porque ouve uma enxurrada de água e pedras se colocaram sobre ela, como um obstáculo. Isso também é uma verdade absoluta. Independe de nosso desejo ou vontade. Mesmo assim a natureza é sempre bela e exuberante. Ao observarmos as duas hipóteses, nos pareceria que a primeira árvore teve mais sorte, porém na natureza não há caos e tudo sempre acontece da forma como deve acontecer, e isso se expressa na beleza e leveza da natureza.

Diante disso, penso, em que momento posso fazer o bem. E a resposta me vem de pronto. Desejando não fazer o mal, buscando o bom, o belo na arte da natureza diversa e humana e o justo, porque aquilo que é justo é bom para todos e é bom para a humanidade.

Alguns pedaços de fazer o bem:

Desejo o meu bem sem desejar o teu mal. Me amo, e amo você. Caio, por vezes, mas não desejo que aconteça com você. E mesmo caindo, farei de tudo para que você não caia. Mas se cair, o ajudo a levantar. Busco meu progresso, nunca teu fracasso.

Alguns pedaços de Ver o belo:

Sinto quando desejas meu bem. Também amo você. Se eu cair sei que posso contar com você. Meu progresso é teu progresso, sinto isso em tua natureza.

Alguns pedaços do Justo:

Se for bom para você e para mim, é justo. Se você me ama e eu te amo, é justo esse amor. Se eu cair e você me auxiliar e se você cair e eu te auxiliar, isso é justo. Se teu progresso não diminuir o meu, isso é justo.

E dai, da pra fazer?

Rigoberto Franceschi, Dirigente dos Templos Guerreiros da Luz